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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

E agora vocês perguntam...Silves? Onde é que isso fica?

    E nós respondemos.

 

    Silves é uma pequena cidade histórica no Sul de Portugal. Já foi de grande importância comercial e geográfica em séculos passados. Passa por cá o Rio Arade, quase seco em dias de Verão e transbordante no Inverno. Já por aqui passaram muitos povos, já se fizeram muitas guerras, já se deram muitas conquistas. Desde a Pré-História que esta região é povoada. Temos como prova disso os achados arqueológicos (é o que não falta por aqui...) na bacia do Arade e nas áreas litorais. A partir do ano de 3000 a.C., no início da Idade dos Metais, a cidade começa a ganhar maior importância devido à sua riqueza em cobre. O Rio Arade é então a janela aberta para o comércio mediterrânico. No primeiro milénio, ainda antes de Cristo, passaram por cá Fenícios e Cartagineses. Nesta altura, a cidade ganha o nome de Cilpes. Este núcleo urbano situar-se-ia a cerca de meio quilómetro para Oeste da cidade actual. Em seguida, a cidade conheceu os Romanos. Os vestígios da passagem deste povo não abundam, restam apenas algumas estatuetas, pedras com inscrições e moedas. Este domínio romano dura, aproximadamente, até ao século V. Mais tarde, os Visigodos invadem a cidade. A cultura Romana é, de algum modo, mantida. Por volta do século VIII, a cidade é dominada pelos povos muçulmanos que ocuparam toda a península ibérica. A população cresceu rapidamente e construiram-se fortificações (o castelo).

    Fortemente muralhada, povoada por árabes e berberes, foi durante o séc. XI e XII importante pólo cultural e político do al-Gharb al-Andaluz, cidade de poetas e filósofos, como Ibn Ammar ou o rei Al-Mut'amide. Conquistada uma primeira vez em 1189 por tropas cristãs portuguesas comandadas pelo rei Sancho I auxiliadas pelos Cruzados, caiu novamente nas mãos dos Mouros em 1191 e só foi definitivamente conquistada para Portugal em meados do séc. XIII. Logo se tornou a capital de todo o Algarve e a sua sede episcopal e militar. No séc. XV irá ainda participar activamente nas viagens marítimas de descobrimento portuguesas.

    Afinal Silves era o mais importante concelho do barlavento algarvio. A sua jurisdição administrativa, civil e religiosa, estendia-se então, embora com interrupções, até Sagres, usufruindo ainda de um relativamente importante porto e estaleiro onde ao longo dos séculos anteriores aportara certamente muita experiência e conhecimento essênciais à aventura que Diogo de Silves em meados do séc. XV ao serviço do Infante D. Henrique empreendeu: a descoberta do arquipélago dos Açores.

    Mas surgiam já os primeiros sinais da sua decadência. O rio, porta de ligação ao exterior, fonte da riqueza dos seus contactos, assoreava-se, isolava a cidade e tornava-a insalubre. Os bispos mudavam-se para Faro em 1577 e com eles se transferia o que restava da importância da cidade. No séc. XVIII o Terramoto de 1755, e depois as guerras entre liberais e absolutistas dos inícios do seguinte, que a figura local do guerrilheiro Remexido ainda lembram, reduzem a cidade a uma quase aldeia.

    Mas Silves lutava para não morrer. Na 2ª metade do séc. XIX, princípios deste, o comércio e a transformação da cortiça da sua Serra e do vizinho Alentejo fizeram-na renascer. Torna-se uma cidade operária e industrial, crescendo em população e novos edifícios, burgueses e operários, despertando política e culturalmente para os valores sindicalistas e republicanos que ainda hoje a marcam. A 2ª Guerra Mundial e o seu termo põem fim ao ciclo da cortiça e da transformação de frutos secos que uma agricultura sobretudo de sequeiro produzia. A construção da Barragem do Arade e de importantes infra-estruturas de irrigação dão início a um novo ciclo, o da Laranja, e da citricultura de que Silves e o seu Concelho são hoje, mesmo sem grandes dividendos, capital nacional. A riqueza virgem do seu enorme interior serrano, que importa revitalizar, o valioso património construído, um dia talvez também acessível através do seu belo rio, o valor e beleza do seu litoral, são actualmente os principais trunfos do desenvolvimento e merecido destaque do Concelho no contexto regional.

 

    Fica aqui um pequeno passeio pela nossa cidade e um mapa que enquadra a cidade num contexto concelho.

 

Fonte: GEOLOC@L

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genialmente escrito por CriaXelb às 11:48
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