Numa das últimas fases do nosso trabalho decidimos que estava na altura de fazermos propostas para um melhoramento da nossa cidade, para tal achamos que seria importante saber que propostas a câmara municipal já tem para não propormos ideias iguais. Marcamos, então, uma reunião com a presidente da câmara municipal de Silves, Isabel Soares, com um objectivo de saber os pontos fortes e fracos da cidade, que propostas para esta estão feitas e propormos nós algumas das nossas ideias.
Na reunião achamos de muito interesse mostrar à Sra. Presidente os resultados de algumas perguntas dos inquéritos que fizemos a população e aos alunos da nossa escola, comentando estes e tomando em consideração o que a Sra. Presidente tinha a dizer sobre os mesmos.
Na discussão das propostas que se encontram feitas pela parte da câmara passamos então a nomear as que tomamos mais em conta e, que, algumas delas, eram iguais às propostas que íamos colocar:
· Agenda 21 local, principal objectivo desta agenda é envolver mais os cidadãos e as organizações locais, cívicas, comunitárias, comerciais e industriais, no desenvolvimento e melhoramento do município;
· A colocação de uma rede de transportes dentro da cidade, com um autocarro vistoso e, para uma menor poluição do ambiente, a bio diesel ou eléctrico;
· Parques de estacionamentos em pontos estratégicos, para que não haja uma tanta utilização de veículos no interior da cidade;
· Um desenvolvimento hoteleiro, contribuindo, de certa maneira, para o turismo;
· Um sistema de aluguer de bicicletas, para uma maior utilização da circovia, já existente, e, dentro da cidade, a existência de menos trânsito;
· Implantação de energias alternativas nas escolas e na câmara municipal.
Das propostas que nós tínhamos e que não estão inseridas nas acima mencionadas são:
· O desassoreamento do rio, que consiste numa limpeza, por assim dizer, do rio. O que é certo é que já há muito tempo que se tem vindo a falar neste assunto e não se viu nada ser feito, foi uma questão que colocamos à Sra. Presidente, e ela nos explicou que este desassoreamento seria um ponto muito positivo para a cidade, mas por falta de verbas e apoios que contribuíam não é possível efectuar o mesmo.
· A implantação de novas tecnologias seria possível ou não? Sim, foi a resposta, podem sempre ser, só é necessário que haja apoio técnico a nível informático.
As conclusões que tiramos da reunião com a Sra. Presidente, e que não é um facto escondido, é que não há verbas para implantar todas as propostas feitas para a cidade, ideias como vimos, e aqui foram apenas mencionadas algumas, não faltam, o que falta é verbas e apoio financeiro de terceiros, que, de uma ou de outra forma, também tenham a ver com o assunto. Outro ponto a apontar é que a nossa cidade, e aqui toda a população concorda, tem uma população envelhecida, ou seja, a faixa etária que se destaca é a dos 50 anos para cima, o que, para o desenvolvimento de uma cidade, não ajuda em nada. Podemos também mencionar o facto de não haver muita procura a nível comercial, muitas pessoas preferem ir às grandes superfícies, como por exemplo os shopings, em vez de decidirem investir no comércio do município.
O que é certo é que a população queixa-se, e com razão claro, mas tomar atitudes é um pouco mais complicado. Há uma necessidade de chamar as pessoas à razão e explicar-lhes que uma cidade não depende apenas de um presidente e de uma câmara para se desenvolver, é preciso que a população também tenha a iniciativa de ajudá-la a desenvolver, utilizando aquilo que ela tem para oferecer.