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~Sabias que...

...o nosso concelho tem cerca de 34000 habitantes e é o maior em área do Algarve?

~Conclusão:

há muito espaço em branco e dificuldade em preenchê-lo... para bom entendedor....

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

[أل]

           Gatafunhos? Naaa... é só a expressão em árabe que traduz um simpático “Olá!”

 

Silves. Terra de Batalhas. Terra de Glória. Terra de Derrotas. Terra de Passado. Terra de Presente. Terra de Futuro.

 

Silves. Aqui nós vivemos e passamos grande parte do nosso dia. Aqui estudamos, aprendemos. Aqui crescemos, não só em tamanho, mas principalmente como pessoas.

        Todos os dias esta cidade nos ensina alguma coisa. Todos os dias nos visitam aqueles que desejam descobrir mais acerca das relíquias histórico-culturais que conservamos... (E não são nada poucas!).

            Por aqui passaram árabes e muçulmanos. E agora aqui estamos nós, portugueses... A desenvolver um projecto que valoriza a nossa cidade pelo que é, pelo que foi, pelo que será.

       

        Silves é terra da Quasida.

Quasida é a designação em latim para a poesia árabe clássica, aquela cantada por muitos poetas no tempo em que a nossa cidade ainda era um bebé de colo, que viria a crescer, criando-se naquela que actualmente nos acolhe.

Ora...cinco séculos de soberania árabe não poderiam deixar de se traduzir numa profunda influência no génio lírico dos portugueses, e particularmente de Silves, de tal modo que ao passar por um campo de cultivo ou pelo mercado, qualquer pessoa citava lírica com muita facilidade, é parte da nossa cultura, parte da história da nossa cidade.

 

Al-Mu'tamid, nosso antigo patrão, gostava da nossa terra como ninguém. Era rei e poeta... aliás... o maior poeta luso-árabe. Cuidou de Silves. Escreveu para Silves Nasib’s, ou seja, canções de saudade do lugar amado em relação à pessoa amada.

Para nós, Silvenses, e para a escrava por quem estava apaixonado... ele escreveu... na solidão do deserto, num tempo de guerra e ansiedade:

 

"يحيّي هو, ل ي, أبو [بكر],

الأماكن عزيزة من أنت يهسّون

ويقولني إن من هم الحنين للوطن

يكون هكذا عظيمة [هوو موش] منجم لغم… "

 

Não percebes? Pois... Nós também não percebíamos...! Só depois descobrimos o que queria dizer... Realmente, é bonito..!

 

"Saúda, por mim, Abu Bakr,
Os queridos lugares de Silves
E diz-me se deles a saudade
É tão grande quanto a minha..."

 

Certamente Abu Bakr, como amigo que era de Al-Mu'tamid, saudou Silves tal como este lhe pedira... mas... caso ele se tenha esquecido... Saudamos nós agora... esta terra onde grandes gentes teceram linhas de ouro que a moldaram... e grandes gentes tecerão linhas de futuro que, por certo, apaixonarão..!

  

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genialmente escrito por CriaXelb às 22:18
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

E agora vocês perguntam...Silves? Onde é que isso fica?

    E nós respondemos.

 

    Silves é uma pequena cidade histórica no Sul de Portugal. Já foi de grande importância comercial e geográfica em séculos passados. Passa por cá o Rio Arade, quase seco em dias de Verão e transbordante no Inverno. Já por aqui passaram muitos povos, já se fizeram muitas guerras, já se deram muitas conquistas. Desde a Pré-História que esta região é povoada. Temos como prova disso os achados arqueológicos (é o que não falta por aqui...) na bacia do Arade e nas áreas litorais. A partir do ano de 3000 a.C., no início da Idade dos Metais, a cidade começa a ganhar maior importância devido à sua riqueza em cobre. O Rio Arade é então a janela aberta para o comércio mediterrânico. No primeiro milénio, ainda antes de Cristo, passaram por cá Fenícios e Cartagineses. Nesta altura, a cidade ganha o nome de Cilpes. Este núcleo urbano situar-se-ia a cerca de meio quilómetro para Oeste da cidade actual. Em seguida, a cidade conheceu os Romanos. Os vestígios da passagem deste povo não abundam, restam apenas algumas estatuetas, pedras com inscrições e moedas. Este domínio romano dura, aproximadamente, até ao século V. Mais tarde, os Visigodos invadem a cidade. A cultura Romana é, de algum modo, mantida. Por volta do século VIII, a cidade é dominada pelos povos muçulmanos que ocuparam toda a península ibérica. A população cresceu rapidamente e construiram-se fortificações (o castelo).

    Fortemente muralhada, povoada por árabes e berberes, foi durante o séc. XI e XII importante pólo cultural e político do al-Gharb al-Andaluz, cidade de poetas e filósofos, como Ibn Ammar ou o rei Al-Mut'amide. Conquistada uma primeira vez em 1189 por tropas cristãs portuguesas comandadas pelo rei Sancho I auxiliadas pelos Cruzados, caiu novamente nas mãos dos Mouros em 1191 e só foi definitivamente conquistada para Portugal em meados do séc. XIII. Logo se tornou a capital de todo o Algarve e a sua sede episcopal e militar. No séc. XV irá ainda participar activamente nas viagens marítimas de descobrimento portuguesas.

    Afinal Silves era o mais importante concelho do barlavento algarvio. A sua jurisdição administrativa, civil e religiosa, estendia-se então, embora com interrupções, até Sagres, usufruindo ainda de um relativamente importante porto e estaleiro onde ao longo dos séculos anteriores aportara certamente muita experiência e conhecimento essênciais à aventura que Diogo de Silves em meados do séc. XV ao serviço do Infante D. Henrique empreendeu: a descoberta do arquipélago dos Açores.

    Mas surgiam já os primeiros sinais da sua decadência. O rio, porta de ligação ao exterior, fonte da riqueza dos seus contactos, assoreava-se, isolava a cidade e tornava-a insalubre. Os bispos mudavam-se para Faro em 1577 e com eles se transferia o que restava da importância da cidade. No séc. XVIII o Terramoto de 1755, e depois as guerras entre liberais e absolutistas dos inícios do seguinte, que a figura local do guerrilheiro Remexido ainda lembram, reduzem a cidade a uma quase aldeia.

    Mas Silves lutava para não morrer. Na 2ª metade do séc. XIX, princípios deste, o comércio e a transformação da cortiça da sua Serra e do vizinho Alentejo fizeram-na renascer. Torna-se uma cidade operária e industrial, crescendo em população e novos edifícios, burgueses e operários, despertando política e culturalmente para os valores sindicalistas e republicanos que ainda hoje a marcam. A 2ª Guerra Mundial e o seu termo põem fim ao ciclo da cortiça e da transformação de frutos secos que uma agricultura sobretudo de sequeiro produzia. A construção da Barragem do Arade e de importantes infra-estruturas de irrigação dão início a um novo ciclo, o da Laranja, e da citricultura de que Silves e o seu Concelho são hoje, mesmo sem grandes dividendos, capital nacional. A riqueza virgem do seu enorme interior serrano, que importa revitalizar, o valioso património construído, um dia talvez também acessível através do seu belo rio, o valor e beleza do seu litoral, são actualmente os principais trunfos do desenvolvimento e merecido destaque do Concelho no contexto regional.

 

    Fica aqui um pequeno passeio pela nossa cidade e um mapa que enquadra a cidade num contexto concelho.

 

Fonte: GEOLOC@L

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genialmente escrito por CriaXelb às 11:48
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